Montessori é mesmo o melhor método de ensino? | Blog Unigran Net

Todos sabemos que para que o processo de aprendizado seja realmente eficiente, o ideal é que exista um método, um conjunto de abordagens que envolvam o aluno na busca por sua evolução.

Existem diversos deles como a escola construtivista, a Waldorf e a Monterssoriana. Tida por muitos especialistas como o melhor, o método Montessori de ensino deriva das ideias de Maria Montessori, educadora que desenvolveu a chamada pedagogia científica, na qual os estudantes têm um desenvolvimento ativo, ou seja, os professores atuam apenas como guias para que a evolução do aprendizado se dê de acordo com o ritmo de cada um.

Quer saber mais sobre essa abordagem? Então acompanhe na sequência.

Quais os benefícios do Montessori?

O grande benefício do método é valorizar a natureza do indivíduo, fazendo com que a educação seja aperfeiçoada em função da criança. Dessa forma, não é o estudante quem precisa se adaptar ao modelo educacional, mas sim, é o modelo que precisa evoluir de acordo com as características do estudante.

Para que isso seja feito de maneira criteriosa, a idealizadora do método criou o conceito de planos de desenvolvimento. Sendo assim, cada fase da vida exige uma série de entendimentos em relação às motivações de cada indivíduo.

Da adaptação do adulto a cada um desses ciclos é que o aprendizado tende a ser mais eficiente. Assim, é possível traçar perfis gerais de comportamento e abordagens para as diferentes fases.

Quais as bases do Montessori?

Os seis pilares que dão sustentação a esse método são os seguintes:

Crianças brincando em uma escola de ensino Montessori. (Fonte: Willow Park Montessori)

1. Autoeducação

O foco está em entender que a criança é capaz de aprender sozinha. Então, cabe ao educador criar meios para que ela seja desafiada e tenha autonomia para desenvolver sua consciência de escolha.

2. Educação como ciência

A educação é a constante observação visando o desenvolvimento da criança. Isso significa que, mais que impor regras e acostumar o indivíduo a uma hierarquia rígida e verticalizada, é importante entender o que funciona para cada criança e adolescente, de acordo com suas ações.

3. Educação cósmica

Para despertar o interesse do estudante pelo mundo, é preciso mostrar que as coisas estão interconectadas. O entendimento dessa ordem existente deve ser incentivada, de maneira que isso instigue a curiosidade do aluno em relação a temas como a natureza e o universo.

Sala de aula Montessori. (Fonte: My Midtown Montessori)

4. Ambiente preparado

No método, a ideia é acostumar a criança a ambientes nos quais ela possa atuar de maneira independente. Logo, a tendência é que em sua formação ela caminhe em direção ao protagonismo em suas ações.

5. Adulto preparado

Cabe ao adulto interagir com a criança de maneira que a abordagem dê certo. Para tanto, é preciso deixar de lado idealizações e vontades para observar e confiar na criança. 

Deve-se ter atenção ao criar o ambiente para que ela possa se desenvolver melhor. Nesse espaço, é ela quem vai agir sozinha para resolver os problemas que surgirem.

6. Criança equilibrada

Para a italiana Maria Montessori, toda criança tem um guia interior. É aquilo que a faz saber, ainda que instintivamente, o que é necessário para superar cada fase da vida. Por isso ela aprende a andar, a falar e a fazer o restante.

A busca deve ser pelo estado emocional e psicológico de graça, no qual ela alcança o equilíbrio interior, algo fundamental para que tudo o que faça na vida seja mais adequado para seus interesses.

Comparação com a educação tradicional

Um diferencial desse método é que ele não se restringe apenas ao ambiente escolar, podendo ser aplicado também em casa pelos pais do aluno. Em comparação com a escola tradicional, o Montessori diverge em relação ao próprio conceito de educação. Isso porque, em vez do foco estar na transferência de conhecimentos formais, a busca é por um desenvolvimento holístico da criança, onde coexistem o amadurecimento intelectual, social e também emocional.

Além disso, Maria Montessori traz uma abordagem em que o papel da criança deixa de ser passivo e passa a ser ativo na própria educação. Esse conceito faz com que a maturação de habilidades e competências aconteça naturalmente.

A diferença aparente entre dois métodos de ensinos em sala de aula.

Como a nossa civilização segue um modelo verticalizado e dotado de regras, a educação regular acaba sendo muito mais opressora que libertadora para os alunos, acostumando-os a um estilo de vida que nem sempre é o ideal.

Isso costuma estar na origem de problemas como o estresse e a depressão, cada vez mais presentes na vida moderna. Assim, o método de Maria Montessori se apresenta como uma abordagem interessante, transformadora e criteriosa para as novas gerações.

Resumidamente, o método de aprendizado Montessori é um dos mais focados na autonomia do aluno. Com ele o mais importante é que o estudante crie meios para agir e em função disso, assimile conhecimentos e se torne um indivíduo melhor preparado para a vida adulta.

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